terça-feira, 31 de maio de 2011

Notícias - 05/2011

Excesso de peso pode levar ao desenvolvimento de demência
03 de maio de 2011 10h01 atualizado às 10h54

As pessoas de meia-idade com excesso de peso, mas que não sejam obesas, têm 71% mais chances de desenvolver demência que as que estão no peso ideal, revela um estudo publicado na revista Neurology. A pesquisa, realizada por especialistas do Instituto Karolinska de Estocolmo, foi feita entre 8.534 gêmeos suecos e revela que o excesso de peso pode ser um fator de risco.

Outros estudos que já foram publicados indicavam que poderia haver um vínculo entre a obesidade e a demência, mas este é o primeiro que trata da relação do problema com o excesso de peso. As pessoas de meia-idade com um índice de massa corporal (IMC, a associação entre o peso e a altura) maior que 30, consideradas obesas, têm 288% mais de chances de desenvolver demência que aquelas com um IMC de entre 20 e 25.

No entanto, as pessoas com excesso de peso - com um IMC de entre 25 e 30 - têm 71% mais chances de desenvolver demência, segundo o estudo. O pesquisador Weili Xu disse à BBC que esta pesquisa revela que "estar com excesso de peso também aumenta o risco de desenvolver demência mais adiante".

"O risco não é tão considerável quanto quando se é obeso, mas tem uma importância para a saúde pública pelo grande número de pessoas no mundo todo que estão com excesso de peso", acrescentou. De acordo com a pesquisa, no mundo há 1,6 bilhão de adultos com excesso de peso

COMENTÁRIO:

Caso venha a ser confirmado tal estudo irá causar grande alarme, pois hoje em dia, a probabilidade de estar com excesso de peso é enorme, as pessoas não costumam mais manter atividades físicas, comem mais para aliviar o estresse no dia a dia, principalmente os adultos, que são os principais apontados pelo estudo. Então já seria importante que cuidassem do sobre peso, para evitar complicações futuras.

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Queimadas ameaçam florestas de turfa na Indonésia

24/05/2011 - 23h28

As florestas de turfa são um dos ecossistemas que mais armazenam gás carbônico. Na Indonésia, estão ameaçadas pelo desmatamento. Incentivos financeiros e mudanças nas políticas dos países industriais podem ser a saída.

Em julho de 1997, as pessoas foram obrigadas a usar máscaras cirúrgicas nas ruas entre os edifícios de Jacarta, capital da Indonésia, devido à alta concentração de fumaça no ar. Naquele ano, marcado por uma forte estiagem, as queimadas saíram do controle e uma densa camada de fumaça cobriu a Indonésia e a Malásia. A nuvem chegou a atingir a Austrália e só se desfez por completo após um ano. Dez milhões de hectares foram queimados.

Grande parte do que queimou foram as florestas de turfa, um dos ecossistemas que mais armazena CO2 no planeta. A turfa é o material precursor do carvão e, sendo assim, em tais florestas o processo de decomposição em solo já se encontra em um estágio avançado, muito mais do que onde crescem as florestas tropicais normais. Por esse motivo, as turfeiras podem armazenar até 50 vezes mais carbono do que outras áreas florestais dos trópicos.

COMENTÁRIO:

Esse é um exemplo do descaso que há quanto ao meio ambiente e também com as pessoas. Pois estas queimadas, consequentemente, prejudicam a todos nós, principalmente por armazenar uma quantidade maior de CO2. Fora todos os danos que causa ao meio ambiente.

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Desmate na Amazônia ameaça compromissos internacionais do Brasil

19/05/2011 - 07h02

O sistema de monitoramento por satélite Deter, do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), detectou um aumento de ao menos 27% no desmatamento na Amazônia de agosto de 2010 a abril em comparação ao período anterior.

Os números podem ser ainda maiores, porque o sistema de detecção é ágil, mas não registra todo o desmate. É o que o editor de Ciência, Reinaldo José Lopes, e o repórter João Carlos Magalhães explicam no vídeo acima.

Os jornalistas ainda afirmam que a destruição, que cresceu 473% em março e em abril deste ano em relação a esses meses de 2010, coloca em risco os compromissos assumidos pelo Brasil perante a comunidade internacional em relação à Amazônia.

COMENTÁRIO:

Poderíamos pensar que parariam com o desmatamento por questões econômicas, mas parece que nem isso é um bom motivo para que não acabam com esses patrimônios naturais que são as florestas. não estão se preocupando com os compromissos que assumiram ao prometerem diminuir o desmatamento, sendo que este vem aumento consideravelmente através dos anos. Há o Novo Código Florestal, que, aliás, já entrou em vigor, mas, acredito eu, que tenha sido apenas para abafar possíveis especulações sobre o descaso EVIDENTE dos nossos encarregados.

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Tratamento diminui em 96% a transmissão do HIV, diz estudo
12 de maio de 2011 13h10 atualizado às 14h38

O risco de transmissão de HIV é consideravelmente reduzido se uma pessoa infectada com o vírus se submete logo em seguida a um tratamento médico com antirretrovirais, segundo um informe divulgado nesta quinta-feira.

Ao iniciar um tratamento com medicamentos imediatamente, ao invés de esperar o avanço da doença, o estudo mostrou uma queda de 96% na transmissão do HIV por uma pessoa infectada para uma que não tenha a doença.

A triagem clínica aleatória começou em 2005, incluiu 1.763 casais - 97% heterossexuais - e foi realizada em 13 locais da África, Ásia e Américas. "Esta é uma excelente notícia", afirmou Myron Cohen, principal responsável pelo estudo e diretor do Instituto de Saúde Global e Doenças Infecciosas da Universidade da Carolina do Norte, em Chapel Hill.

"O estudo foi desenvolvido para avaliar o benefício tanto para o portador do vírus como para o parceiro sexual", diz Cohen. "Este é o primeiro teste clínico aleatório que comprova que o indivíduo que tenha HIV, iniciando cedo a terapia antirretroviral, pode reduzir a transmissão sexual do vírus para pessoas não portadoras".

COMENTÁRIO:

Esta notícia pode indicar um grande avanço. Como os casos de HIV costumam ser detectados após a manifestação de muitos sintomas e geralmente num estágio avançado, essa notícia pode significar a mudança, pois fará a pessoa ir procurar formas de confirmar a doença logo que comece a desconfiar que possa tê-la.

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Celular vai virar cigarro?

31/05/2011 - 14h53

Neste Dia Mundial contra o Tabagismo, comemora-se uma série de conquistas graças a uma mobilização mundial contra o fumo, a tal ponto que em alguns lugares como Nova York não se pode mais fumar nos parques e praças. O celular está indo para o mesmo caminho? Ou seja, ser considerado um problema para a saúde, capaz de provocar câncer? A partir desta semana, talvez sim.

O anúncio feito pela OMS (Organização Mundial de Saúde) sobre os riscos cancerígenos do celular, até agora negados pela indústria de telecomunicação e apenas uma hipótese levantada pela comunidade cientifica, coloca o assunto no topo da agenda. Eram vozes isoladas que vinham alertando para os perigos do celular, agora é oficial.

Isso significa que haverá mais financiamento público para aprofundar os estudos sobre o efeito do celular. E que, imediatamente, a indústria terá de oferecer precauções, caso não queira, como os fabricantes de cigarro, de virar alvo de processos.

Até o anúncio da OMS o celular era visto com a grande mídia do futuro. Agora, vai ter que lidar a imagem de que pode ser uma das grandes ameaças à saúde no futuro.

COMENTÁRIO:

Essa notícia pode ser o estopim da queda de umas das maiores indústrias mundiais: as de aparelhos móveis. Será mesmo que irão recomendar que o celular, utensílio tão indispensável hoje em dia, caia em desuso? Caso confirmem suas teorias, a OMS irá conseguir atravancar a circulação desses aparelhos que facilitam tanto a vida de todos? Levando em consideração os riscos, creio que sim, mas será necessária uma grande reeducação das pessoas, para que se acostumem a usar menos os celulares.

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