terça-feira, 2 de agosto de 2011

Notícias - 07/2011

Rio+20 pode gerar órgão mundial para preservação do meio ambiente
06 de julho de 2011 • 09h32

Autoridades de países que são alvos de críticas internacionais por causa da forma como tratam a preservação ambiental e o estímulo à economia verde deverão participar da Conferência Rio+20, de 28 de maio a 6 de junho de 2012, na área do Porto do Rio de Janeiro. A expectativa, segundo os organizadores, é que a China, Índia e os Estados Unidos enviem emissários do primeiro escalão do governo para os debates. As discussões da cúpula poderão gerar a proposta de criação de um órgão específico internacional para a área ambiental.

O órgão, em estudo, ficará subordinado à Organização das Nações Unidas (ONU), como ocorre com a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) e a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) - que será comandada pelo brasileiro José Graziano da Silva.

A ideia é que a sede do novo órgão, responsável pela área ambiental, seja na África. Atualmente só há uma agência da ONU para cuidar do tema, que é o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), cuja sede fica no Quênia. Criado em 1972, o programa tem o objetivo de fortalecer as ações mundiais de desenvolvimento sustentável.

As autoridades brasileiras e estrangeiras, porém, concluíram que é necessário ampliar os esforços em nível mundial, pois hoje não há uma definição universal sobre economia verde nem foram estabelecidos os instrumentos, aceitos de forma global, para o desenvolvimento sustentável.

http://noticias.terra.com.br/ciencia/noticias/0,,OI5225122-EI238,00-Rio+pode+gerar+orgao+mundial+para+preservacao+do+meio+ambiente.html#tarticle

COMENTÁRIO:

Com certeza essa é uma ideia que deve ser aderida, pois as questões ambientais são cada vez mais preocupantes. E acredito que com a popularização da economia ela se tornaria mais barata, portanto deixaria de ser um impedimento. Com um órgão específico seria mais possível isso acontecer.

Golfinhos e baleias são ameaçados pelo lixo plástico nos oceanos
10 de julho de 2011 • 09h55 • atualizado às 11h14

O lixo plástico na superfície dos oceanos é uma ameaça mortal para as baleias e os golfinhos e ainda não foi estudado pela ciência, segundo um estudo que será apresentado na reunião da Comissão Baleeira, que começa nesta segunda-feira na ilha britânica de Jersey.

Em 2008, 134 tipos de redes diferentes foram encontradas nos estômagos de duas cachalotes que encalharam no litoral da Califórnia, Estados Unidos, e que provavelmente morreram de oclusão intestinal. Em 1999, na cidade de Biscarrosse (sudoeste da França), uma baleia de Cuvier encalhou com 33 kg de plástico no corpo.

Os cetáceos, como as tartarugas e os pássaros, têm grande dificuldade de digerir esses dejetos, cada vez mais numerosos, indica o estudo apresentado ao comitê científico da Comissão Baleeira Internacional (CBI), viando à reunião de Jersey.

"A ameaça dos dejetos marinhos de plástico para inúmeros animais marinhos foi estabelecida há tempos, mas a ameaça para as baleias e os golfinhos é menos clara", considera o autor, Mark Simmonds, cientista chefe da Sociedade para a Conservação dos Golfinhos e Baleias (WDCS), uma ONG britânica. "No entanto, foi estabelecido que esses dejetos podem causar dano aos animais, seja porque os ingere, ou porque ficam enredados neles", explicou.

O Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) destacou em fevereiro, em seu informe de 2011, a forma com que milhões de dejetos plásticos ameaçam os litorais devido à utilização cada vez mais importante do plástico e de taxas de reciclagem ainda fracas.

A WDCS é favorável que a CBI assine o "Compromisso de Honolulu", um pedido internacional lançado em março, no Havaí, para incentivar os governos, associações e cidadãos a agir para reduzir os dejetos marinhos.

http://noticias.terra.com.br/ciencia/noticias/0,,OI5233472-EI8147,00-Golfinhos+e+baleias+sao+ameacados+pelo+lixo+plastico+nos+oceanos.html

COMENTÁRIO:

Mais um alerta do descaso do homem pela natureza. Sempre é importante que noticiem este tipo de coisa, já que mesmo assim há pessoas que continuam não dando importância e jogando lixo por aí.

Nordeste perdeu 1/5 dos reservatórios de água em 2010

20/07/2011 - 11h45

A região Nordeste do país perdeu, entre outubro de 2009 e outubro de 2010, 20% dos reservatórios de água que possuía no período anterior, segundo a ANA (Agência Nacional de Águas).

O dado está em um relatório sobre os recursos hídricos do país, publicado na terça-feira (19) e disponível na internet.

Segundo a agência, a perda de reservatórios na região se deve à menor quantidade de chuvas.

Na região ficam as bacias do Semiárido, um dos pontos críticos quanto aos recursos hídricos, segundo o relatório.

Também são classificadas assim as bacias do rio Meia Ponte, no Centro-Oeste, e a do Tietê, no Sudeste.

A definição leva em conta a disponibilidade e o uso de água, além da presença ou não de vegetação nativa e como é feito o tratamento dos resíduos sólidos no local.

Segundo a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, a ideia é, a partir dos dados do relatório, "focar os esforços nas áreas críticas".

A ampliação dos serviços de saneamento foi apontada como prioridade pela ministra, principalmente nas cidades de até 50 mil habitantes.

O pior índice de qualidade da água é o das áreas de grande densidade urbana.

http://www1.folha.uol.com.br/ambiente/946154-nordeste-perdeu-15-dos-reservatorios-de-agua-em-2010.shtml

COMENTÁRIO:

A situação do nordeste cada vez está mais complicada. E como são fatores naturais, como a escassez das chuvas, que está gerando a perda desses reservatórios naturais e uma coisa vai levando a outra. Alguma atitude deve ser tomada, no entanto não imagino o que poderiam fazer.

Brasil vai inaugurar primeiro posto no interior da Antártida

27/07/2011 - 12h25

O Brasil inaugura em dezembro sua primeira estação científica no interior da Antártida. O módulo fará monitoramento meteorológico e da qualidade do ar, entre outras pesquisas, e enviará os dados via satélite. A informação foi divulgada pelo jornal "O Estado de S.Paulo".

O país já conta com uma base na Antártida, a Estação Comandante Ferraz, inaugurada em 1984. Ela, no entanto, fica na ilha Rei George, distante mais de 100 quilômetros do continente.

O novo módulo ficará a cerca de 2.500 quilômetros de distância da base brasileira.

Já incluindo os custos de fabricação e transporte, a operação deve custar cerca de US$ 600 mil (R$ 924 mil).

O módulo, construído na Suécia, deverá chegar em breve ao Brasil para ser inspecionado por cientistas e receber mais equipamentos.

"O novo local tem condições climáticas muito mais adversas. Em Comandante Ferraz a média é de -2,8°C, enquanto na nova estação é de cerca de -35ºC", diz Jefferson Simões, coordenador do INCT (Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia) da Criosfera e pesquisador da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

Com capacidade para abrigar quatro pesquisadores, o módulo não será habitado o tempo todo. Os equipamentos totalmente automatizados permitirão o controle remoto. As visitas devem ser feitas em dezembro, no verão.

De acordo com Simões, um dos principais trabalhos será o monitoramento da composição química do ar.

http://www1.folha.uol.com.br/ambiente/950422-brasil-vai-inaugurar-primeiro-posto-no-interior-da-antartida.shtml

COMENTÁRIO:

É uma coisa positiva para o país, é interessante que haja investimentos na ciência, desde que, claro, exista retorno.

China quer lançar miniestação espacial até o fim deste ano

31/07/2011 - 10h21

Enquanto as superpotências espaciais -Estados Unidos e Rússia- e boa parte dos países ricos uniram esforços para criar a ISS (Estação Espacial Internacional, na sigla em inglês), a China vai na contramão. O país está decidido a ter um cantinho só seu em órbita.

O objetivo é ter uma estação espacial completa por volta de 2022. Enquanto isso, no entanto, o país deverá lançar cápsulas menores para testar os sistemas e as tecnologias que serão utilizadas.

O primeiro passo do projeto bilionário -mas sem cifras confirmadas oficialmente por Pequim- é o lançamento de um módulo científico até o fim deste ano.

Batizado de Tiangong-1, ("Palácio Celestial", em chinês), ele funcionará como uma miniestação espacial e passará dois anos em órbita.

Com cerca de 8,5 toneladas, o módulo deverá ser visitado inicialmente pela nave não tripulada Shenzhou-8. A acoplagem será a primeira feita em órbita pela China.

No ano que vem, uma nave levando três taikonautas (como são chamados os astronautas do país) também deve se acoplar ao módulo, que conta com um pequeno laboratório de experimentos.

Até 2015, outros dois módulos muito parecidos deverão ser lançados. O último deles, Tiangong-3, terá capacidade para abrigar três taikonautas por até 40 dias.

PRÓXIMO PASSO

Após os módulos Tiangong, a China espera lançar entre 2020 e 2022 sua estação espacial completa.

De acordo com a Xinhua, a agência de notícias estatal chinesa, a nave será composta de um módulo principal e de dois anexos, projetados para receber diferentes tipos de experimentos científicos.

No entanto, mesmo com três módulos e aproximadamente 60 toneladas, a nova estação será uma nanica perto da ISS, de 471 toneladas. Até a já aposentada estação russa Mir era maior do que o projeto chinês, com suas 130 toneladas.

Em um simpósio na França, em março, Jiang Guohua, engenheiro-chefe do Centro de Pesquisa e Treinamento em Astronáutica de Pequim, destacou que o China não pretende se isolar em seu cantinho no espaço.

"Nós vamos manter a política de nos abrirmos para o mundo", disse ele.

Muita gente, no entanto, duvida que isso vá acontecer. A começar por uma questão básica: o sistema de acoplamento da futura estação.

Embora Jiang tenha afirmado que o projeto seguirá o modelo padrão da ISS, outras autoridades já sinalizam o contrário. A realidade estaria mais próxima de um sistema fechado chinês, uma espécie de Macintosh do espaço.

A principal declaração foi de Yang Liwei, que em 2003 se tornou o primeiro chinês no espaço e atualmente é o vice-diretor do programa tripulado do país.

Em uma audiência transmitida pela internet, ele afirmou que problemas técnicos "estão dificultando a adoção do sistema de acoplamento padrão da ISS".

Representantes da Nasa já elogiaram publicamente o programa espacial chinês. Mas, questionada pela reportagem sobre o envio de astronautas para a futura estação, a agência espacial americana não se manifestou.

http://www1.folha.uol.com.br/ciencia/952335-china-quer-lancar-miniestacao-espacial-ate-o-fim-deste-ano.shtml

COMENTÁRIO:

Acredito que não seja uma atitude muito inteligente da China, pois se unir aos outros países significaria ter um capital maior de investimento, também soaria menos “egoísta”. Por outro lado, há uma liberdade maior, a partir do momento que o país fez o investimento “sozinho”.