quinta-feira, 30 de junho de 2011

Notícias - 06/2011

Pesquisa viabiliza painéis solares maiores e mais baratos

30/06/2011 - 15h47

Cientistas australianos criaram células fotoelétricas tão pequenas que podem ser misturadas em tinta e usadas na construção de painéis solares coloridos a um custo mais acessível e em um tamanho maior que o tradicional, informou nesta quinta-feira a emissora de televisão ABC.

O pesquisador Brandon McDonald, da Universidade de Melbourne, com a ajuda da CSIRO (sigla em inglês de Organização para a Pesquisa Industrial e Científica da Comunidade da Austrália), explicou que a mistura "pode ser aplicada em uma superfície como vidro, plástico e metais" e dessa forma "se integra ao edifício".

"Agora é possível imaginar janelas solares ou sua integração dentro de materiais do telhado", apontou o cientista.

Este sistema necessita só de 1% dos materiais que são utilizados normalmente na fabricação dos painéis solares tradicionais.

McDonald indicou que atualmente a energia solar é mais cara que a produzida com combustíveis fósseis, mas que com esta descoberta poderá impulsionar uma tecnologia "mais competitiva no nível de custos".

O cientista espera que os novos painéis custem um terço a menos que os atuais e que a invenção esteja no mercado nos próximos cinco anos.

A descoberta faz parte dos esforços da comunidade científica para reduzir os custos e o tamanho dos painéis solares e para buscar alternativas de produção de energia.

http://www1.folha.uol.com.br/ambiente/937077-pesquisa-viabiliza-paineis-solares-maiores-e-mais-baratos.shtml

COMENTÁRIO:

É muito bom ver que há o interesse do desenvolvimento de técnicas sustentáveis e de baixo custo, para que tais se popularizem e preservem ainda mais o meio ambiente. Já que as energias mais comuns são aquelas produzidas por combustíveis fósseis, que não são renováveis.

ONU alerta para alto consumo de drogas prescritas no Brasil

23/06/2011 - 12h36

O Relatório Mundial sobre Drogas, lançado nesta quinta-feira pela agência da ONU sobre Drogas e Crime (UNODC), revela que, embora tenha havido uma estabilização no consumo mundial de drogas tradicionais como heroína e cocaína, há uma tendência de aumento no uso não-medicinal de drogas prescritas, inclusive no Brasil.

"O uso não-medicinal de drogas de prescrição, como tipos de opioides sintéticos, tranquilizantes e sedativos, ou de estimulantes prescritos, é um crescente problema de saúde em vários países", afirma o relatório.

Na América do Sul, o documento aponta alto uso de opioides prescritos no Brasil e no Chile. Ambos os países, além da Argentina, também registraram altos índices de consumo de ATS (estimulantes sintéticos do grupo das anfetaminas), em sua maior parte prescritos legalmente como anorexígenos ou para o tratamento de transtorno de deficit de atenção, mas desviados para o uso não-medicinal.

O relatório diz que drogas prescritas substituem outras drogas ilícitas por serem consideradas menos nocivas, já que são indicadas por médicos, por serem mais baratas que drogas proibidas e por serem mais aceitas socialmente.

Outro fator para a crescente popularidade dessas drogas, segundo a UNODC, é que pacientes as compartilham ou as vendem para parentes e amigos. O órgão diz que seu uso é especialmente comum entre jovens adultos, mulheres, idosos e profissionais da saúde.

INTERNAÇÕES

O documento aponta que os efeitos nocivos do maior consumo dessas drogas já é notado: nos Estados Unidos, onde há dados mais detalhados sobre o tema, o número de internações relacionadas a opioides prescritos cresceu 460% entre 1998 e 2008 e já supera o de casos ligados a drogas ilícitas.

Entre as pessoas que começaram a usar drogas nos EUA em 2009, 2,2 milhões iniciaram o consumo com analgésicos, número próximo dos que iniciaram o uso com maconha.

O relatório revela ainda um aumento acentuado nas overdoses causadas por opioides prescritos no país: de 4 mil em 2001 para 11 mil em 2006. Segundo o documento, tendências similares são verificadas em outros países.

Outra preocupação apontada pelo documento é a crescente combinação entre drogas lícitas e ilícitas, para acentuar o efeito da droga principal.

HEROÍNA

Além do aumento no uso de drogas prescritas, o Relatório Mundial sobre Drogas aponta estabilização no consumo de heroína na Europa e declínio no uso de cocaína na América do Norte - os principais mercados para essas drogas.

No entanto, houve aumento no uso de cocaína na Europa e na América do Sul na última década e expansão do uso de heroína na África.

O relatório aponta ainda que o plantio de ópio (matéria-prima da heroína) e coca hoje está limitado a poucos países, mas que os índices de produção de heroína e cocaína continuam altos.

Embora 2010 tenha registrado uma queda substancial na produção de ópio, o documento atribui a queda a uma praga que atingiu áreas rurais do Afeganistão, um dos maiores produtores da droga.

http://www1.folha.uol.com.br/bbc/934081-onu-alerta-para-alto-consumo-de-drogas-prescritas-no-brasil.shtml

COMENTÁRIO:

É preocupante que haja essa expansão do vicio em relação às “drogas prescritas”, pois realmente são de mais fácil acesso e tem são melhores vistas por todo mundo, justamente por ser indicadas por médicos. Podemos dizer então que burlaram o sistema, acharam uma forma dentro da lei de manterem algum vicio. O que ocasionou a falha no plano foi o aumento das reações nocivas que tais drogas prescritas causaram aos usuários, que foi altíssimo.

Redução de energia nuclear deve aumentar emissão de CO2 em 30%
15 de junho de 2011 16h39 atualizado às 17h45

A redução pela metade da expansão da energia nuclear no planeta depois do desastre de Fukushima, no Japão, aumentará o crescimento global das emissões de dióxido de carbono em 30% até 2035, alertou a Agência Internacional de Energia (AIE) na quarta-feira.

A AIE advertiu no mês passado que a meta política para limitar a mudança climática a níveis mais seguros mal foi alcançada depois que as emissões globais aumentaram quase 6% em 2010. Governos concordaram no ano passado em limitar o aquecimento para menos de 2 graus acima dos níveis pré-industriais, mas o mundo deverá superar esse nível de emissão de carbono, disse a agência, que aconselha 28 economias industrializadas sobre energia.

Uma redução do crescimento da energia nuclear tornaria a tarefa ainda mais difícil, disse Fatih Birol, economista-chefe da AIE.

"Acreditamos que esse aumento enorme nas emissões, somado à perspectiva desanimadora para a energia nuclear, tornará a meta de 2 graus muito, muito difícil de ser alcançada."

"(O crescimento nas) emissões de CO2 proveniente de geração de eletricidade entre agora e 2035 será cerca de 30% maior do que poderia ser." Isso é o equivalente a quase 500 milhões de toneladas de emissões adicionais de CO2 anualmente até 2035, acrescentou ele.

As emissões de CO2 ultrapassaram os 30 bilhões de toneladas no ano passado, batendo um novo recorde e ficando um pouco abaixo da quantia estimada por Birol como consistente com a nova meta de aquecimento do mundo. Birol referia-se a um cenário onde o mundo acrescentasse outros 180 gigawatts (GW) de energia nuclear entre agora e 2035, em vez da previsão anterior de 360 gigawatts.

Tal retração nuclear diminuiria a participação desse setor na geração de energia, acrescentou ele. "Acreditamos que essa seja uma má notícia em termos de ter uma diversificação menor na mistura da energia global, um cenário menos seguro", disse ele na Cúpula da Reuters sobre Energia e Clima.

A demanda por carvão e gás aumentaria em cerca de 5% em 2035, em comparação ao que a AIE esperava antes de Fukushima, e por renováveis em 6%, implicando uma pressão sobre os preços do combustível e da eletricidade.

Os governos ao redor do mundo ordenaram revisões na segurança nuclear depois de o terremoto seguido de tsunami no Japão de 11 de março ter provocado o derretimento e a liberação radioativa da usina nuclear de Fukushima.

No mês passado, a Alemanha anunciou o plano de fechar todos os seus reatores nucleares até 2022. Os italianos votaram pelo banimento da energia nuclear na segunda-feira, num referendo fortemente influenciado pelo desastre de Fukushima, mas que também foi um forte voto político contra o primeiro-ministro Silvio Berlusconi

http://noticias.terra.com.br/ciencia/noticias/0,,OI5188679-EI8147,00-Reducao+de+energia+nuclear+deve+aumentar+emissao+de+CO+em.html

COMENTÁRIO:

Sabemos que a redução do uso da energia nuclear é muito importante, devido ao ocorrido em Fukushima, todos os países do mundo se mobilizaram, porém, com certeza, é um fator contra o aumento em 30% na emissão de CO2. Mesmo assim foram-nos apresentados motivos cabíveis para tal ação que já visa um “rebate” imediato que é bem negativo.

PV pede explicações à ministra sobre redução de parques no Pará

09/06/2011 - 11h31

O PV pediu na noite desta quarta-feira (8) explicações à ministra Izabella Teixeira (Meio Ambiente) sobre o plano do governo de reduzir sete unidades de conservação no Pará para permitir a construção das hidrelétricas do complexo Tapajós.

O requerimento foi protocolado na Câmara pela deputada verde Rosane Ferreira (PR), após a intenção do governo ter sido detalhada em reportagem da Folha.

Documentos internos do ICMBio (Instituto Chico Mendes para a Conservação da Biodiversidade) mostram que a redução de dois parques nacionais, quatro florestas nacionais e uma área de proteção ambiental no mosaico da BR-163/Terra do Meio, o maior conjunto de áreas protegidas do país, foi pedida em janeiro pela Eletronorte sem estudos técnicos prévios. Os chefes de todas as sete unidades se opõem ao projeto.

O presidente do ICMBio, Rômulo Mello, diz que ainda não há decisão oficial sobre a desafetação (redução) dos parques, mas que uma medida provisória ou projeto de lei determinando-a deve ser editada até agosto.

Mello afirmou à Folha, ainda, que a desafetação não é nenhuma surpresa, já que quando as unidades foram criadas, em 2005, já havia estudos em curso para estimar o potencial hidrelétrico da região.

http://www1.folha.uol.com.br/ambiente/927554-pv-pede-explicacoes-a-ministra-sobre-reducao-de-parques-no-para.shtml

COMENTÁRIO:

Nessa notícia vemos que o Sr. Rômulo Mello quer o contrato apenas por questões econômicas, apesar das áreas terem sido consideradas de potencial hidrelétrico, agora que já foram transformadas em Parques, não devemos diminui-lás. Esse contrato não deve valer mais a pena que nosso meio ambiente.

Estudo: dieta baixa pode melhorar sintomas da apneia do sono
01 de junho de 2011 14h28 atualizado às 16h19

Uma dieta baixa em calorias que ajude a perder peso poderia beneficiar as pessoas que sofrem de apneia do sono, que afeta particularmente a população obesa ou que está acima do peso.

Esta é a conclusão à qual chegaram os especialistas Kari Johansson e um grupo de pesquisadores do Instituto Karolinska de Estocolmo (Suécia), segundo um estudo publicado nesta quarta-feira no site da revista British Medical Journal (BMJ).

A apneia é uma doença comum que consiste em pausas anormais na respiração durante o sono, por isso que as pessoas que sofrem com ela não se sentem descansadas mesmo após terem dormido uma noite inteira.

Esta patologia está relacionada com uma pior qualidade de vida, uma maior probabilidade de sofrer acidentes e um aumento do risco de morte prematura.

Entre 60% e um 70% das pessoas que sofrem de apneia do sono são obesas ou estão acima do peso e alguns estudos demonstraram que uma dieta baixa em calorias pode melhorar a situação.

Os especialistas do Instituto Karolinska acompanharam durante um ano a evolução de 63 homens com idades compreendidas entre 30 e 65 anos e um índice de massa corporal (IMC) de entre 30% e 40% (o IMC normal varia de 18,5% a 24,99%).

Destes 63 pacientes, 58 seguiram uma dieta saudável e baixa em calorias e participaram de um programa de orientação no qual recebiam conselhos para manter o peso alcançado, além de informação sobre nutrição e a prática de atividades físicas.

As pessoas que perderam peso após nove semanas e conseguiram mantê-lo ao longo de um ano, sentiram efeitos positivos nos sintomas da apneia.

Segundo os especialistas, 48% dos pacientes passaram a não precisar mais da máscara para respirar que habitualmente utilizam, enquanto 10% deixaram de apresentar os sintomas da apneia.

Os especialistas também comprovaram que, quanto maior a perda de peso, maior a melhora dos sintomas.

http://noticias.terra.com.br/ciencia/noticias/0,,OI5161558-EI8147,00-Estudo+dieta+baixa+pode+melhorar+sintomas+da+apneia+do+sono.html

COMENTÁRIO:

Esses resultados são motivadores para os portadores dessa patologia e para os obesos, pois lidaria com dois problemas de uma vez só. O que talvez os leve a procurar por uma dieta baixa em calorias para que se tornem mais saudáveis.

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